Diário de café é inspirado
em um antigo estabelecimento comercial na Rua da República, no centro Histórico
de João Pessoa, que servia café da manhã e almoço até o meio-dia, servia
lanches até as dezoito horas, e à noite funcionava como bar frequentado por
estudantes, artistas, mulheres do varadouro e outros poetas da noite.
Esse ambiente é usado como tema para uma
poética de inserção de conteúdos alternativos em sítios históricos em processo
de abandono. O tratamento ficcional dado àquele estabelecimento que
transformava-se a cada turno em função das mudanças de interesse do público
permite a reconstituição de cenas do cotidiano com base nessa diversidade. A
simulação de traços de batom, lágrimas e outros resíduos deixados sobre as
toalhas das mesas, exibidos durante o dia como os sobejos da noite anterior,
podem ser considerados os indícios de acontecimentos diversos e dos seus protagonistas.
Nesse mesmo contexto o perfume de Gardênia que também é um bolero, descreve
aspecto do ambiente e dos personagens imaginários que desencadeiam-se conforme
as ocorrências de ordem passional, policial ou de outra natureza, na mesma
proporção em que ocorrem também as transformações do ambiente.
Chico Dantas
Esse é o trabalho de pintura mais recente do artista visual Chico Dantas. Neste trabalho ele faz uma mistura de fotografia digital plotada e pintura com tinta acrílica. O resultado são telas de 1,25X 1,80m que dão a impressão que estamos dentro do Café Republica.
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