quarta-feira, 23 de abril de 2014

Documentário: Cinzas e neve, do fotógrafo e cinegrafista Gregory Colbert.

"Essas são algumas cenas do extraordinário documentário “Cinzas e neve” (2005), do fotógrafo e cinegrafista Gregory Colbert, que explora a interação entre humanos e animais. Narrado por Laurence Fishburne, apresenta uma fotografia belíssima e texto bastante poético. Todas as imagens não foram manipuladas por computador, sendo exatamente como viu o artista. Uma obra bem particular, que transmite muita PAZ, algo que está bastante escasso atualmente.
“Ashes and Snow” (Cinzas e neve), se tornou uma instalação composta de filmes e fotografias de enormes proporções, captados pelo fotógrafo durante 15 anos, em suas mais de 40 viagens a diversas regiões, como a Índia, a Namíbia, o Egito e a região de Bornéu, entre outros belos lugares.
A exposição já foi vista por mais de 10 milhões de pessoas, tornando-se a exposição de um artista vivo mais vista de todos os tempos."





terça-feira, 15 de abril de 2014

Xilogravura

Xilogravura é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outros suportes.




Etimologicamente a palavra xilogravura é composta por xilon, do grego, e por grafó também do grego. Xilon significa madeira e grafó é gravar ou escrever. Portanto a xilogravura é uma gravura feita numa matriz de madeira
 Os instrumentos necessários para sua realização são: goivas, facas, formão , buril, etc.



Podemos dizer que a xilogravura é uma espécie de carimbo.
Há duas técnicas de xilogravura, dependendo do modo como a madeira é cortada. Se cortada em tábuas, no sentido vertical, da árvore em pé, ao comprimento de sua fibra, chama-se de xilogravura de fibra. Se a madeira for cortada no sentido horizontal da árvore  em pé, chama-se de xilogravura de topo.
As prováveis origens da xilogravura remetem à cultura oriental. Segundo historiadores, a xilogravura foi criada pelos chineses e já era praticada por este povo desde o século 6. Durante a Idade Média, a xilogravura firma-se no ocidente, ganhando inovações durante o século 18. Com sua difusão por diversos países, acabou chegando às nações européias, onde influenciaram as artes do século 19 e ajudaram Thomas Bewick a criar a técnica da gravura de topo, diminuindo os custos de produção industrial de livros ilustrados e iniciando a produção em larga escala de imagens pictóricas.
Na gravura moderna os artista assinam suas provas uma a uma com lápis grafite e enumeram cada uma, limitando o numero de série, sendo assim o artista se compromete a não imprimir mais que o numero de série.
Quando o artista escreve PA na gravura significa dizer que aquela é a prova do artista, a partir daí ele vai fazer sua tiragem. Quando estiver escrito PE  significa prova de estado.
Na hora de imprimir o arista tem que tomar cuidado com a limpeza do papel para que a matriz não borre-o. A impressão  pode ser feita com a pressão da própria mão, usando uma colher ou espátula de madeira, por fricção  nas costas do papel.

O contato entre diversas culturas, como a brasileira e a portuguesa, ocasionou o surgimento da xilogravura popular brasileira. Os portugueses já utilizavam a técnica que, quando trazida para o Brasil, desenvolveu-se na Literatura de Cordel. Com isso, diversas obras foram produzidas com a utilização da xilogravura, formando diversos xilógrafos, principalmente na Região Nordeste do país.
Gilvan Samico, Abraão Batista, Amaro Francisco, José Costa Leite, José Lourenço e J. Borges estão entre os principais xilógrafos brasileiros.
A xilo é também  muito encontrada na literatura de cordel. A imagem mais característica dos folhetos é sempre  uma xilogravura impressa na capa.
Um artista paraibano muito importante é José Altino que trabalha com xilogravura a mais de 40 anos e é um dos artista pioneiros no Programa de Artesanato Paraibano.

 Nos anos 60 José Altino estudou com grandes nomes da arte brasileira como Gilvan Samico e Emanoel Araújo. Estudou na Escola de Arte do Brasil e na Escola Nacional de Belas Artes.



Referencias
http://pt.wikipedia.org/wiki/Xilogravura
http://artepopularbrasil.blogspot.com.br/2013/03/jose-altino.html
http://www.casadaxilogravura.com.br/xilo.html
http://www.infoescola.com/artes/xilogravura/
http://www.folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=101005
SCHILLING, Angella. ANÁLISE E BREVE HISTÓRIA DA XILOGRAVURA, Porto Velho - RO, 2009.