Xilogravura
é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a
reprodução da imagem gravada sobre papel ou outros suportes.
Etimologicamente
a palavra xilogravura é composta por
xilon, do grego, e por grafó também
do grego. Xilon significa madeira e grafó é gravar ou escrever. Portanto a
xilogravura é uma gravura feita numa matriz de madeira
Os instrumentos necessários para sua realização
são: goivas, facas, formão , buril, etc.
Podemos
dizer que a xilogravura é uma espécie de carimbo.
Há
duas técnicas de xilogravura, dependendo do modo como a madeira é cortada. Se
cortada em tábuas, no sentido vertical, da árvore em pé, ao comprimento de sua
fibra, chama-se de xilogravura de fibra. Se a madeira for cortada no sentido
horizontal da árvore em pé, chama-se de
xilogravura de topo.
As
prováveis origens da xilogravura remetem à cultura oriental. Segundo historiadores,
a xilogravura foi criada pelos chineses e já era praticada por este povo desde
o século 6. Durante a Idade Média, a xilogravura firma-se no ocidente, ganhando
inovações durante o século 18. Com sua difusão por diversos países, acabou
chegando às nações européias, onde influenciaram as artes do século 19 e
ajudaram Thomas Bewick a criar a técnica da gravura de topo, diminuindo os
custos de produção industrial de livros ilustrados e iniciando a produção em
larga escala de imagens pictóricas.
Na
gravura moderna os artista assinam suas provas uma a uma com lápis grafite e
enumeram cada uma, limitando o numero de série, sendo assim o artista se
compromete a não imprimir mais que o numero de série.
Quando
o artista escreve PA na gravura significa dizer que aquela é a prova do
artista, a partir daí ele vai fazer sua tiragem. Quando estiver escrito PE significa prova de estado.
Na
hora de imprimir o arista tem que tomar cuidado com a limpeza do papel para que
a matriz não borre-o. A impressão pode ser feita com a pressão da própria mão,
usando uma colher ou espátula de madeira, por fricção nas costas do papel.
O
contato entre diversas culturas, como a brasileira e a portuguesa, ocasionou o
surgimento da xilogravura popular brasileira. Os portugueses já utilizavam a
técnica que, quando trazida para o Brasil, desenvolveu-se na Literatura de
Cordel. Com isso, diversas obras foram produzidas com a utilização da
xilogravura, formando diversos xilógrafos, principalmente na Região Nordeste do
país.
Gilvan
Samico, Abraão Batista, Amaro Francisco, José Costa Leite, José Lourenço e J.
Borges estão entre os principais xilógrafos brasileiros.
A
xilo é também muito encontrada na
literatura de cordel. A imagem mais característica dos folhetos é sempre uma xilogravura impressa na capa.
Um
artista paraibano muito importante é José Altino que trabalha com xilogravura a
mais de 40 anos e é um dos artista pioneiros no Programa de Artesanato Paraibano.
Nos anos 60 José Altino estudou com grandes nomes da arte brasileira como
Gilvan Samico e Emanoel Araújo. Estudou na Escola de Arte do Brasil e na Escola
Nacional de Belas Artes.
Referencias
http://pt.wikipedia.org/wiki/Xilogravura
http://artepopularbrasil.blogspot.com.br/2013/03/jose-altino.html
http://www.casadaxilogravura.com.br/xilo.html
http://www.infoescola.com/artes/xilogravura/
http://www.folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=101005
SCHILLING,
Angella. ANÁLISE E BREVE HISTÓRIA DA XILOGRAVURA, Porto Velho - RO, 2009.